sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Prefeitura faz aniversário virtual para Teatro Dix-Huit

O Teatro Municipal Dix-huit Rosado comemorou neste dia 04 de agosto, 16 anos de fundação. Para destacar a data, a Secretaria Municipal de Cultura está desenvolvendo uma programação especial, que será veiculada através das redes sociais da Prefeitura de Mossoró, hoe (7).

(Foto: PMM)

A programação será aberta a partir das 18h, com uma apresentação da Banda Artur Paraguai, que estará na Praça Cícero Dias. Segue com um pronunciamento da prefeita Rosalba Ciarlini.

Às 18h, apresentação dos componentes da Associação Junina Lume da Fogueira, que estará na recepção do Teatro. Às 18h45, haverá uma performance do ator Júnior Félix na plateia, seguido de performance da atriz Tony Silva no palco às 19h.

Às 19h15 apresentação do Grupo Diocecena no camarim e às 19h30 performance de Natália Negreiros na Sala de Dança.

“Acompanhei a luta dos artistas por esta casa de espetáculos e tive o privilégio de ver o Teatro sendo construído e entregue a população, na minha última gestão como Prefeita de Mossoró. Hoje, infelizmente não podemos ter uma grande festa, devido à situação da pandemia, mas a casa da nossa cultura merece uma comemoração e a nossa cultura merece sempre parabéns”, disse a prefeita Rosalba Ciarlini.

*Com informação da assessoria de imprensa PMM


Carreata faz homenagem a médico morto pela Covid-19

(Foto: redes sociais)

Um vídeo gravado na madrugada (veja abaixo) mostra homenagem ao médico psiquiatra Raimundo Clodovil Cavalcante da Silva, que morreu na noite desta quinta-feira (6), de Covid-19.

Dr. Clodovil tinha 52 anos e atuava no HRTM, Hospital São Camilo e UPA do bairro Belo Horizonte.

Ele tinha obesidade, hipertensão e diabetes. Não deixa filhos.

É o 14º médico que se vai vítima do novo coronavírus no Rio Grande do Norte.

O Blog Carol Ribeiro se solidariza com familiares e amigos.

Veja vídeo abaixo:

(Vídeo cedido)

*Com informações do Blog Saulo Vale

Leitos da Covid no Tarcísio Maia podem ser desativados

Do Blog Saulo Vale

Se a queda na ocupação de leitos para pacientes com o novo vírus se mantiver, o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) poderá desativar leitos de UTI para Covid-19 e transformá-los em leitos gerais.

A informação é da diretora geral da unidade, assistente social Herbênia Ferreira.

Em entrevista ao Enfoque Político desta quinta-feira (6),  Herbênia afirmou que já trata sobre essa possibilidade com gestores da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

No entanto, ela destacou que ainda é cedo para haver essa definição.

(Foto: Isaiana Santos)

Critério

"A conversão dos leitos Covid para leitos gerais vai depender de como a pandemia se comportará nos próximos dias aqui, na região de Mossoró. Hoje, nós temos tido quedas sucessivas na ocupação de leitos para pacientes com o vírus", explicou.

Segundo dados do Regula RN, sistema da Sesap que aponta a ocupação de leitos em todas as unidades do estado em tempo real, o HRTM possui nesta quinta-feira apenas nove leitos de UTI Covid ocupados e onze disponíveis. Não há fila de espera.

Ainda segundo Herbênia, o objetivo é converter todos os 20 leitos de UTI Covid-19 em leitos gerais.

Já os nove leitos gerais que hoje a unidade dispõe, o que é pouco para a alta procura, seriam convertidos em leitos de UTI Covid-19.

Ou seja, o HRTM passaria a contar com 20 leitos gerais de UTI (hoje são apenas nove) e nove leitos Covid.

"O cenário tem se repetido há semanas: temos leitos de UTI Covid-19 disponíveis, mas faltam leitos gerais. Inclusive, a Sesap sempre aponta fila de espera para esses leitos. Essas UTIs passariam a atender então pacientes, por exemplo, infartados, acidentados ou com quaisquer outras doenças que precisem dessa assistência. Mas, repito, tudo isso vai depender de como a pandemia vai se comportar na região nos próximos dias", frisou.

Nesse caso, Mossoró seguiria com os 40 leitos de UTI Covid-19 no Hospital de Campanha São Luiz, que deve funcionar por mais três meses, e nove no HRTM.

Evangélicos querem indicar vice em Mossoró

Do Diário Político

Durante entrevista ao Cenário Político dessa quinta-feira (07/08) Lamarque Oliveira, presidente do PSC em Mossoró, afirmou que a sigla possui em seus quadros um filiado com capacidade suficiente para ser indicado como candidato a vice num dos partidos com que mantém diálogo. “Estamos conversando com cerca de dez partidos”, acrescentou.

Dia 31 de agosto é a convenção do PSC Mossoró.

(Foto: divulgação)

Com expectativa de eleger pelo menos dois vereadores, o PSC de Mossoró fechou nominata com 32 pré-candidatos ao legislativo, mas ainda não há definição sobre apoio ao executivo: “Nosso partido só não confirma apoio a partidos da esquerda”.

Durante a entrevista Lamarque falou sobre vários assuntos inclusive a importância do segmento evangélico na corrida eleitoral deste ano: “Nas eleições passadas, quando somados os votos do segmento evangélico, tivemos 9.012 votos”, disse.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Covid-19 no sistema prisional cresce 82% em um mês

(Foto: CNJ)

O número de infectados por coronavírus em unidades do sistema prisional brasileiro registrou um aumento de 82,3% nos últimos 30 dias, chegando a 19.683 casos. O acompanhamento é uma iniciativa do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do Conselho Nacional de Justiça (DMF/CNJ) e é o único em escala nacional que traz dados sobre contágios e óbitos também entre servidores e sobre a situação da pandemia no sistema socioeducativo, que chegou a 2.776 casos nesta semana – crescimento de 54,8% ao longo do período.

O levantamento aponta 2.036 novos casos de coronavírus entre pessoas privadas de liberdade e 524 entre servidores na última semana, com aumento acentuado de registros especialmente entre presos nos estados de Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina – além de São Paulo, que alterou o modo de contagem dos casos ao incluir resultados de testes rápidos, ampliando o registro de ocorrências.

No caso do sistema socioeducativo, somente nesta semana foram registrados 306 novos casos  de coronavírus entre servidores e 50 entre reeducandos. O monitoramento identifica um crescimento substancial de registros entre trabalhadores das unidades no estado de São Paulo, que passou  a adotar a busca ativa por assintomáticos.


Já são 26 estados que têm detalhado informações sobre recursos disponíveis para o enfrentamento à Covid-19 em estabelecimentos prisionais, tais como equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, fornecimento de água e material de higiene e limpeza, além de medicamentos e equipes de saúde. No caso do sistema socioeducativo, há dados disponibilizados por 25 estados.

Os GMFs informaram que foram realizados 25.573 testes para a Covid-19 em pessoas presas – o que corresponde a 3,5% da população carcerária no país. Entre servidores foram aplicados 23.594 exames, número equivalente a 18,5% do contingente de trabalhadores nesses estabelecimentos. No caso do socioeducativo, houve testagem de 3.914 adolescentes privados de liberdade e em 8.173 trabalhadores dessas unidades, em 22 estados.

Ainda de acordo com o monitoramento, 21 unidades da Federação apresentaram atividades realizadas por seus comitês de acompanhamento e combate à propagação da doença. Quanto à destinação de verbas de penas pecuniárias para o combate à pandemia, 21 estados comunicaram a adoção da medida, com um montante que totaliza R$ 55,8 milhões.

Enquanto Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Sul registraram o recebimento de aportes federais para ações de combate à Covid-19 nos ambientes de privação de liberdade, São Paulo e Paraná receberam recursos do Tesouro estadual. A Justiça estadual e órgãos como o Ministério Público do Trabalho também dispuseram de valores encaminhados a estados como Sergipe.

Desigualdade social é obstáculo para enfrentamento da Covid

Da ONU.org

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Associação Brasileira de Estudos Populacionais (Abep), realizaram na semana passada (29) a 14ª edição da série de webinários “População e Desenvolvimento em Debate”.

Professores e pesquisadores foram convidados a fazer paralelos históricos com a pandemia da COVID-19. Uma das conclusões foi a de que a desigualdade social é, de fato, um grande obstáculo para o enfrentamento de crises sanitárias.

O Brasil do século 21, onde existem 108 celulares para cada 100 habitantes, convive com um Brasil ainda no século 19, onde 45 a cada 100 habitantes não têm solução adequada de esgotos (Foto: EBC)

A professora do Departamento de História da Universidade Federal de Santa Maria Nikelen Witter analisou a pandemia do cólera no Brasil em meados do século 19 e a comparou com o atual cenário.

De acordo ela, “o cólera naquele momento se apresentou não apenas como ameaça à vida, mas às formas com as quais a vida era organizada no período”, algo semelhante ao que a pandemia da COVID-19 trouxe hoje.

“Enquanto os pobres foram os mais atingidos no século 19, hoje não se pode falar que a COVID-19 seja uma doença ‘democrática’, eu não acredito em pandemia democrática. Sofrerá mais sempre quem estiver mais fragilizado em um mundo tão hierárquico e com tantas diferenças e desigualdades sociais como o nosso.”

Maria Alice Rosa Ribeiro, pesquisadora colaboradora do Centro de Memória da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), traçou paralelos com a epidemia de Influenza A (H1N1) na cidade de São Paulo (SP) em 1918.

A pesquisadora comparou as condições de moradia em diferentes regiões da capital paulista, e lembrou o número de mortes por 1 mil habitantes foi maior nos espaços sem acesso a água, esgoto, saneamento básico, higiene e alimentação apropriados. “Entre os bairros mais vulneráveis estavam os da região mais periférica, Mooca, Belenzinho, Brás e Bom Retiro”, afirmou.

Flavio Coelho Edler, pesquisador da Casa Oswaldo Cruz e professor da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), disse acreditar que é “sempre temerário traçar paralelos entre as epidemias e pandemias do passado e a atual pandemia, pois, para cada historiador, cada epidemia tem suas particularidades ligadas ao modo de vida de cada grupo humano”.

A mediação do webinário foi feita por Ana Silvia Volpi Scott, professora da UNICAMP.

Vídeo: Hospital de Campanha vazio em Mossoró

Imagens divulgadas nesta quarta-feira (05), mostram que até às 11h, a Unidade de Pronto Atendimento do bairro Belo Horizonte, a UPA do BH, que abriga os leitos destinados ao tratamento da Covid-19 em Mossoró, estava com os leitos e corredores vazios. De acordo com enfermeira que fez o vídeo, a unidade estava em um momento de tranquilidade. 

A Prefeitura reforça que, apesar da boa notícia, a população "não baixe a guarda, não deixe de usar a máscara, respeite o distanciamento social, use álcool gel e lave bem as mãos com água e sabão".

Veja o vídeo:

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Para Governo, subnotificação é motivo da alteração na média de mortes

O assunto desde ontem (4) é o retorno ao "vermelho" da média de mortes pela Covid no RN.

O dado foi trazido pelo Jonal Nacional, no quadro que mostra a "média móvel" do coronavírus no país. Lá, o Rio Grande do Norte começou com a denominação “em alta”, no segundo dia estava amarelo “em estabilidade”e passou mais de vinte dias azul “em baixa”.

Há três dias, voltou ao amarelo e ontem retrocedeu ao vermelho, com mortes em alta.

(Imagem: reprodução)

Hoje (5), A subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi, na coletiva os dados epidemiológicos, expôs o processo de coleta para a tabulação de dados pela Sesap, cuja obtenção passa por etapas. Os números obtidos vêm tanto de laboratórios privados, quanto do sistema de notificações oficial do Ministério da Saúde e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) da Sesap. 

O fluxo de informações inicia a partir do momento em que o paciente é atendido numa unidade de saúde, que faz a notificação do caso. Alguns municípios atualizam informações mais rapidamente do que outros. Dessa forma, podem aparecer dificuldades no fluxo, fazendo com que alguns casos só sejam contabilizados dias depois. 

Ou seja, no último sábado a Sesap confirmou 102 novas mortes que estavam em análise até agora e isso aumentou a “média móvel” no Estado.

Ontem, o RN chegou a 1.926 mortes . Foram incluídas 32 a mais do que as que haviam sido confirmadas até segunda-feira (3). Mas dessas apenas dois óbitos foram confirmadas nas últimas 24 horas.

Mais de 200 mortes continuam sob investigação e essa possível confirmação poderá gerando oscilações e surpresas do RN no mapinha do Jornal Nacional.

*Com informações do Governo do RN e do Território Livre

Plano de retomada da economia é concluído

Começou hoje (05) a última etapa da retomada gradual das atividades econômicas no RN. O Governo do Estado autorizou a primeira e segunda fases da terceira etapa. A primeira deveria ter acontecido na quarta-feira passada (29), mas foi adiada para hoje. 

Ficam autorizados a reabrir os shoppings centers e bares, desde que sigam as recomendações e cumpram as medidas para evitar o contágio.

Mossoró

Em Mossoró a retomada també foi concluída hoje. De acordo com Decreto da Prefeitura, ficam autorizados academias, restaurantes e bares de médio e grande porte.

O Plano de Retomada Gradual da Economia começou no início de julho.

Em Mossoró, bares estão autorizados a abrir
(Foto: divulgação)

Covid-19

A subcoordenadora de vigilância epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Alessandra Luchesi, informou na coletiva os dados epidemiológicos mais recentes que mostram que hoje há 416 pessoas internadas, sendo 207 em leitos críticos e 209 em leitos clínicos. A fila de regulação tem 3 pacientes para leitos críticos, 5 para leitos clínicos e 21 aguardado transporte sanitário.

A taxa geral de ocupação de leitos é de 59%. A taxa é maior nas regiões Seridó (83%), Oeste (80%), Metropolitana de Natal (53,2%) e Pau dos Ferros (45%). Já João Câmara e São José de Mipibu apresentam 100% dos leitos vagos. As ocorrências de Covid-19 somam 52.890 casos confirmados, 63.521 suspeitos, 82.914 descartados, 1.932 mortes (6 nas últimas 24 horas) e há 219 óbitos em investigação.


Governo aponta falha da Prefeitura para justificar dívida com câncer

Do Diário Político

Uma dívida de mais de 17 milhões de reais da Prefeitura de Mossoró e Governo do RN junto ao hospital da Liga contra o Câncer foi evidenciada mais uma vez esta semana na Câmara de Vereadores.

A Prefeitura de Mossoró foi procurada pelo Diário Político para informar os motivos que levaram a dívida que vem acumulando desde 2018, mas ainda não encaminhou resposta. Já o Governo do RN disse que existe um termo de cooperação que não está sendo colocado em prática pela administração do executivo mossoroense e isso impossibilitou o envio de ofícios com os valores para a efetiva transferência dos recursos.

Leia abaixo:

(Foto: Mossoró Hoje)

Nota Governo do RN

A Coordenadoria de Operações Financeiras (COF), da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), esclarece que a dívida referente a contratação dos serviços da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) é fruto de um Termo de Cooperação Técnico Financeiro (TCTF) com a Prefeitura Municipal de Mossoró.

A contratação dos serviços da LMECC foi realizado pelo município e o setor financeiro da Sesap recebe apenas os ofícios com os valores que deverão ser repassados para o pagamento de cada serviço de saúde prestado a Prefeitura de Mossoró. Os valores apresentados em 2019 pelo município à Sesap, que ainda não foram pagos, somam R$ 3.214.871,87 (referentes a junho a dezembro), devidos à LMECC.

A COF da Sesap informa que o débito ainda não tem previsão de quitação, mas que o mesmo será pago exclusivamente com recursos oriundos do Orçamento Geral do Estado – OGE.

Quanto ao ano em curso, a COF informa que ainda não tem os ofícios/faturas acostados ao processo para a devida tramitação e pagamento.

'Independente' socorre Rosalba e vota contra CEI

Do Blog Saulo Vale

Se a oposição tinha esperança de contar com a assinatura do vereador 'independente' João Gentil (Rede) para instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), pode perdê-la.

Na sessão ordinária desta terça-feira, o parlamentar fez um claro afago ao Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró.

(Foto: Edilberto Barros)

Ele endossou os votos da bancada governista e votou contra o requerimento, encabeçado pelo vereador oposicionista Genilson Alves (Pros), que forçaria a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) a prestar esclarecimentos sobre contratos milionários, e sem licitação, feitos em ano eleitoral.

Até então, a minoritária oposição de seis vereadores ainda sonhava com o voto de Gentil para instalar uma CEI que investigaria os gastos da Prefeitura com o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Sonhava.

Gentil mandou um recado claro, que foi logo compreendido pelos ouvidos dos oposicionistas.

O recado também chegou rápido ao Palácio da Resistência.

E agradou. 

Em tempo: Para instalar uma CEI, são necessárias sete assinaturas. A oposição só tem seis. Tinha esperança no endosso de Gentil, que não deve chegar.

Parque Municipal segue com atividades suspensas

A Prefeitura de Mossoró informa que a reabertura do Parque Municipal Maurício de Oliveira não está definida. Com isso, as atividades do equipamento seguem suspensas até nova avaliação do Comitê de Enfrentamento à Covid-19. 

A decisão se baseia em dados técnicos sanitários, a partir dos casos observados na cidade, além da ocupação de leitos. A determinação de retomada também vai observar o funcionamento de parques estaduais, cuja reabertura ainda não foi autorizada pelo Governo do Estado. 

(Foto: PMM)

Apesar de ser uma área aberta com livre circulação de ar, o parque possui mais de 6 hectares de dimensão, o que dificulta a fiscalização em toda a sua extensão, como a exigência do uso de máscaras e adoção de protocolos específicos. 

Assim que for definida a data, o Município fará ampla divulgação através dos meios de comunicação oficiais.

Madeira de árvore será reaproveitada em Mossoró

No retorno das sessões presenciais, nesta quarta-feira (4), após dois meses de reuniões remotas, a Câmara Municipal de Mossoró aprovou a instituição do Programa de Aproveitamento de Madeiras de Podas de Árvores (Pampa). A medida é contida no Projeto de Lei 59/2018, de autoria do vereador João Gentil (Rede), aprovado por unanimidade no plenário.

O programa, segundo o parlamentar, prevê aproveitamento de madeiras na confecção de cabos de ferramentas e utensílios em geral, inclusive domésticos. Também utilização de folhas e galhos finos para criação de adubos e reaproveitamento em praças e jardins da cidade.

(Foto: PMM)

Sustentabilidade

“O objetivo é gerar benefícios econômicos e ambientais, reduzir o desmatamento e aumentar a vida útil dos aterros sanitários”, diz o vereador. Ainda conforme a proposta, o Poder Executivo deverá designar, após estudos, áreas com dimensões adequadas para a implementação do Pampa.

Também poderá celebrar convênios com universidades, escolas, Organizações Não-Governamentais (ONGs), entidades relacionadas ao meio ambiente e iniciativa privada, com a finalidade de desenvolver pesquisas para o aprimoramento técnico e científico do programa.

O projeto prevê que a iniciativa será regulamentada pelo Executivo, no que couber, em sessenta dias, a contar da publicação. “É um projeto sustentável para Mossoró: conterá o super abastecimento do aterro sanitário e reverterá os resíduos das podas para algo produtivo”, observa João Gentil.

*Com informações da assessoria de imprensa/CMM

Fake news: WhatsApp lança ferramenta de checagem de mensagens

Do Blog da Juliska

O WhatsApp agora permite que os usuários verifiquem a veracidade (ou não) de mensagens encaminhadas.

Por enquanto, a ferramenta lançada para os sistemas Android, iOS e também para a versão WhatsApp Web/Computador, está disponível no Brasil, Itália, Irlanda, México, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

O novo recurso funciona de forma simples: ao receber uma mensagem encaminhada por algum contato, o usuário verá um botão de lupa. Ao clicar no botão, abrirá a opção de pesquisa no Google para verificar as informações da mensagem repassada.

(Imagem: reprodução)


A ferramenta permite que os usuários carreguem a mensagem diretamente pelo navegador do celular ou do computador sem que o WhatsApp tenha acesso ao conteúdo da mensagem. 

De acordo com o WhatsApp, a novidade vem para ajudar na guerra contra as fake news: “Ao fornecer uma maneira simples de pesquisar na internet sobre o conteúdo desse tipo de mensagem, podemos ajudar nossos usuários a encontrar notícias ou outras fontes de informação sobre o conteúdo recebido”, diz a plataforma em seu blog oficial.

Grupo Sandrista avalia quadro político e incertezas em 2020

Grupo de Sandra Rosado ainda está sob incertezas
(Foto: Edilberto Barros)

Do Blog Carlos Santos

O grupo político liderado pela vereadora Sandra Rosado (PSDB) andou discutindo internamente nessa última semana, o cenário político de Mossoró.

De certo, certo mesmo, hoje, seu projeto de se reeleger à Câmara Municipal.

Nutre sonho – não correspondido – de que sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) possa ser vice da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), em substituição à odontóloga Nayara Gadelha (PP).

Em 2016, já existia essa esperança, que foi descartada e compensada de outra forma. Foi viabilizada a volta de Larissa à Assembleia Legislativa, com a costura da chapa em Natal que teve o então deputado estadual Álvaro Dias (MDB, hoje no PSDB) como vice de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Larissa era suplente imediata dele.

Leia Mais

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Vídeo mostra homem protegendo criança em Beirute

Do Blog da Cidadania

(Imagem: reprodução)

Um vídeo mostra a reação de um homem e um garoto, dentro de casa, após a explosão em uma região portuária de Beirute, no Líbano, que causou pânico, feriu milhares de pessoas e matou ao menos 40 pessoas, segundo as autoridades locais. Os números estão em constante atualização.

Nas imagens, um garoto é carregado por um homem — supostamente seu pai — e depois é colocado debaixo de uma mesa após poder se notar um impacto de uma das explosões.

Mossoró tem sexta pré-candidata à Prefeitura

Além das cinco pré-candidatas à Prefeitura de Mossoró já apresentadas, o Blog recebe a confirmação da pré-candidatura de mais uma mulher: Bianca Negreiros, do partido Podemos.

Ela é historiadora por formação e empresária em Mossoró, além de vice-presidente da legenda no Estado. 

Presidente e vice-presidente do Podemos no RN,
Capitão Styvenson e Bianca Negreiros
(Foto: web)

"Objetivo não é ganhar"

Segundo o senador Styvenson, que comanda o Podemos no estado e conversou com o Blog sobre a candidatura, o objetivo "não é ganhar, é dar opção para o eleitor analisar e escolher o candidato".

Ele afirma que Bianca foi escolhida pela dedicação voluntária ao partido desde 2018. "Avaliamos a conduta das pessoas, quem tem bom currículo e ficha limpa. E temos dificuldade, porque alguns desistem quando descobrem que não terão acesso a fundo eleitoral", diz o parlamentar.

O senador explica que o Podemos já abriu mão dos fundos partidário e eleitoral. A campanha será feita com teto de gastos, com financiamento do bolso do candidato ou através de vaquinha. O teto será baseado no custo da sua campanha ao Senado em 2018, no valor de R$ 35 mil. "Em Natal, por exemplo, a campanha será feita com, no máximo, R$ 50 mil", diz. Ainda não foi definido valor para Mossoró.

Covid: 63 municípios do RN estão na zona de perigo

A taxa de transmissibilidade (RT) da pandemia da Covid-19 nesta terça-feira, 04, no RN continua variando. A média é de 0,98, mas 63 municípios estão na zona de perigo (RT acima de 2), outras 78 cidades estão na zona de risco (taxa entre 1,03 e 2), há 2 municípios na zona neutra (entre 1 e 1.03) e apenas 24 municípios estão registrados na zona segura (RT menor que 1). A taxa é um dos principais indicadores para medir a evolução de uma doença endêmica como a provocada pelo novo coronavírus.

Taxa de transmissibilidade nos municípios do RN (Fonte: LAIS/UFRN)

A coordenadora e articuladora de redes de atenção à saúde da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Samara Dantas, apresentou as informações em entrevista coletiva para atualização de dados e prestação de contas das ações do Governo do RN no enfrentamento à pandemia, realizada na Escola de Governo em Natal. “É preciso que a população continue com as medidas de prevenção, distanciamento social e uso correto da máscara para conseguir manter o cenário controlado e evitar que esta taxa aumente e mais pessoas sejam contaminadas”, destacou a coordenadora. 

Os números epidemiológicos da Sesap mostram que nesta terça-feira há 436 pessoas internadas, sendo 219 em leitos críticos e 217 em leitos clínicos. A fila de regulação tem 3 pacientes para leitos críticos, 6 para leitos clínicos e 18 aguardando transporte sanitário. O isolamento social caiu para 37%.

A taxa geral de ocupação de leitos é de 60,7%. As maiores concentrações são registradas nas regiões Seridó (86%) e Oeste (83%) e caem nas regiões Metropolitana de Natal (54,6%) e Pau dos Ferros (22%). Nas regiões do Mato Grande e Agreste esse percentual é de 0%. As ocorrências de Covid-19 somam 52.566 casos confirmados, 63.245 suspeitos, 83.615 descartados, 1.926 óbitos (2 nas últimas 24 horas) e há 208 óbitos em investigação. 

Especialização em Direitos Humanos terá inscrições abertas

A Coordenação do Curso de Especialização em Direitos Humanos da Faculdade de Direito (FAD), do Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), abre processo seletivo para o preenchimento de vagas para a pós-graduação. Estão sendo ofertadas 45 vagas. 

(Imagem: divulgação)

O curso é na modalidade presencial, entretanto, devido à situação de excepcionalidade causada pela pandemia da COVID-19, iniciará suas atividades de forma remota. Para isso, serão utilizadas as plataformas digitais e meios eletrônicos, tanto para aulas quanto para fase de seleção. 

A Especialização em Direitos Humanos é destinada a bacharéis em Direito, Serviço Social, Pedagogia e graduados de áreas afins.

Segundo o coordenador do curso, professor doutor Olavo Hamilton, tem o maior número de professores doutores e pós-doutores do Rio Grande do Norte.

"O mote deste ano é a interdisciplinariedade e interinstitucionalidade. Temos Ana Lucia Aguiar, em Educação, e Telma Gurgel, de Serviço Social, que é pós-doutora na Sorbonne, na França. Cada disciplina trabalhará a matéria de estudo de cada professor, em suas teses de doutorado", explica o coordenador.

Inscrições

As inscrições deverão ser efetuadas pelo interessado ou por procurador, devidamente constituído por procuração particular (com firma reconhecida), no do período de 10 a 14 de agosto, com envio dos documentos descritos no Edital para o e-mail: direitoshumanos.fad.uern@gmail.com.  No ato da inscrição, o candidato graduado deverá apresentar obrigatoriamente cópia do diploma. 

O processo de seleção ocorrerá no período de 17 de agosto a 09 de setembro, e será feito por meio de Entrevista e análise de curriculum vitae. A entrevista será realizada através da plataforma Google Meet, em dia e horário previamente agendado e publicado nos meios oficiais da UERN. As informações sobre a entrevista também serão enviadas para o e-mail do candidato. 

Das vagas ofertadas, duas serão selecionadas para alunos bolsistas, os quais são escolhidos dentre os que têm menor disponibilidade financeira para pagamento das mensalidades, bem como disponibilidade de tempo para atuar como monitores do curso. 

As matrículas dos candidatos selecionados serão realizadas entre os dias 10, 11 e 14 de setembro, nos mesmos moldes das inscrições, com envio de documentos para o email: direitoshumanos.fad.uern@gmail.com. O início das aulas está previsto para o dia 25 de setembro, com duração de um ano. 

Estado e Município acumulam dívida e põem vidas em risco

Do Blog Saulo Vale

O Governo do RN e a Prefeitura de Mossoró acumulam dívida milionária com a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

A denúncia foi feita na sessão ordinária da Câmara de Mossoró desta terça-feira pelo vereador oposicionista Ozaniel Mesquita (DEM), que recentemente esteve reunido com a direção da unidade.

O parlamentar mostrou documentos que apontam dívida superior a R$ 17 milhões, acumuladas desde 2018, sendo quase R$ 9,5 milhões por parte do Governo do Estado e quase R$ 7,4 milhões por parte da Prefeitura.

(Foto: Edilberto Barros CMM)

"Chamamos atenção para esse débito milionário com o câncer, que pode afetar a continuidade dos serviços. São dívidas de 2018, 2019 e 2020. Precisam ser negociadas", alertou Ozaniel.

A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer é filantrópica. Atende pacientes com câncer de mais de 60 municípios, com serviços de pediatria, quimioterapia, radioterapia, dentre outros.

A maior parte das receitas vêm de repasses das prefeituras, com destaque para Mossoró, e do Governo do RN.

Efeitos da pandemia serão sentidos por décadas

Da Onu.org

Manifestando “apreço pelos esforços de resposta à pandemia de COVID-19 feitos por Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros”, o comitê de emergência convocado pelo chefe da agência deixou claro que ainda não há um fim à vista para a crise de saúde pública que até agora infectou mais de 17 milhões e matou mais de 650 mil pessoas.

O comitê convocado por Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, nos termos do Regulamento Sanitário Internacional (2005) (RSI), realizou sua quarta reunião em 31 de julho.

Em sua declaração após a reunião, publicada no sábado (1), destacou a “prevista duração prolongada” da pandemia, observando “a importância de esforços sustentados de resposta comunitária, nacional, regional e global”.

Após uma discussão e análise completas das evidências, o Comitê “concordou por unanimidade” que o surto ainda constitui uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC). Tedros aceitou o parecer do comitê.

O diretor-geral da OMS declarou a PHEIC – o nível mais alto de alarme da OMS – em 30 de janeiro, quando havia menos de 100 casos no total e nenhuma morte fora da China.

“A pandemia é uma crise de saúde que ocorre uma vez no século, cujos efeitos serão sentidos nas próximas décadas”, disse Tedros ao Comitê em seu discurso de abertura na sexta-feira (31).

“Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior agora estão enfrentando novos surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas agora estão vendo um número crescente de casos e mortes. E alguns que tiveram grandes surtos os controlaram.”

Recomendações

O Comitê fez uma série de recomendações à OMS e aos Estados-membros.

Recomendou que a agência continue a mobilizar organizações e parceiros multilaterais globais e regionais para a preparação e resposta à COVID-19 e a apoiar os Estados-membros na manutenção dos serviços de saúde, além de acelerar a pesquisa e o eventual acesso a diagnósticos, tratamentos e vacinas.

Aconselhou os países a apoiar esses esforços de pesquisa, inclusive por meio de financiamento, e a se unir aos esforços para permitir a alocação equitativa de diagnósticos, tratamentos e vacinas, participando do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma colaboração global sem precedentes entre países, filantropos e empresas.

O comitê também aconselhou os países a fortalecer políticas públicas de saúde para identificar casos e melhorar o rastreamento rápido de contatos, “inclusive em locais com poucos recursos, vulneráveis ​​ou de alto risco, e a manter serviços de saúde essenciais com financiamento, suprimentos e recursos humanos suficientes.”

Os países também foram aconselhados pelo comitê a implementar medidas e conselhos proporcionais sobre viagens, com base em avaliações de risco, e a revisar essas medidas regularmente.

Parque no Brooklyn, Nova Iorque, marcou círculos para reforçar o distanciamento
 social durante a pandemia da COVID-19 
(Foto: Daniel Dickinson/ONU)


Jovens ‘não são invencíveis’ frente à COVID-19, diz chefe da OMS

Embora os idosos apresentem mais riscos diante da COVID-19, o chefe da OMS lembrou as gerações mais jovens que “não são invencíveis” quando se trata da doença.

As evidências sugerem que o aumento nos casos em alguns países se deve em parte ao fato de os jovens “baixarem a guarda durante o verão no Hemisfério Norte”, disse o chefe da OMS na quinta-feira (29).

“Já dissemos isso antes e vamos repetir: os jovens não são invencíveis”, disse ele a jornalistas. “Os jovens podem ser infectados; podem morrer e transmitir o vírus para outras pessoas.”

Ele ressaltou que a juventude do mundo “deve ser líder e impulsionadora da mudança” durante a pandemia de COVID-19.

Tedros também aconselhou que as pessoas em todos os lugares aprendam a conviver com o vírus e a tomar as medidas necessárias para proteger a si e aos outros, incluindo aqueles que estão em maior risco, como idosos e pessoas em cuidados prolongados.

Perda de arrecadação em Mossoró é de mais de R$ 32 mi

Em Mossoró, nas principais receitas do município (receita própria, FPM, repasse do ICMS, royalties e FUNDEB) a queda vem se acentuando, chegando a R$ 32.632.376,98 só nos meses de abril a julho, comparado ao mesmo período de 2019.

De acordo com dados da secretaria do Planejamento, a maior redução percentual se deu nos royalties que caíram 51,7% no período, “outras receitas que têm sofrido forte impacto são as da cota parte do ICMS e a receita própria, com quedas de 21,4% e 35,1%, respectivamente”, informa o secretário da pasta, Aldo Fernandes.

(Foto: assessoria de imprensa PMM)

Os dados refletem também o período mais acentuado da pandemia na cidade, onde alguns setores econômicos reduziram a demanda de produtos e serviços, impactando diretamente nas receitas públicas.

“A nossa frustração de receita, mesmo considerando desde janeiro, já é superior a todo auxilio do Governo Federal quando finalizados os 4 repasses: queda da receita é de 26.415.265,14; os quatro repasses federais, para compensação de perdas, somarão 25.396.964,32. No entanto, até julho foram repassadas somente duas parcelas para o município no valor total de 12.698.482,16”, informa o secretário da Fazenda, Abraão Padilha. 

Ou seja, somente, nos meses de junho e julho, houve influência do auxílio emergencial destinado pelo Governo Federal aos municípios e esse valor, como recomposição da receita, foi pouco mais de 12 milhões, enquanto que o acumulado de perdas desde abril passa dos 32 milhões, pois, a redução das receitas em decorrência da COVID vem se acumulando de abril a julho, o que ocasionou frustração nas contas públicas municipais no período.

Retomada da economia

Segundo pesquisa econômica lançada pela Confederação Nacional dos Municípios, o retorno aos níveis anteriores à pandemia da Covid-19 pode ser imediato em pelo menos quatro setores: agricultura, saúde, tecnologia e alimentação. As demais áreas como vestuário, indústria e comércio também devem retornar à normalização da produção em aproximadamente seis meses. Prazos mais longos, como um ano, se aplicam para setores como turismo e educação. Todos os resultados refletem diretamente nas receitas públicas municipais.

*Com informações da assessoria de imprensa

A possível mudança da meia-entrada no Brasil

Do site Nexo

Política de democratização do acesso à cultura para uns, conceito falho para outros. A meia-entrada nos cinemas do país se tornou ponto de um novo debate em maio de 2020, quando a Ancine (Agência Nacional do Cinema) abriu uma consulta pública para discuti-la. Apresentada junto de uma análise de 83 páginas que aponta falhas no atual modelo, a consulta vai até 13 de agosto.

(Foto: Do U Remember/ Flickr - Creative Commons)

Qualquer um pode participar da consulta pública por meio do site da Ancine. Basta se cadastrar e responder as perguntas sobre a manutenção da política, a extinção dela ou a possibilidade de se alterar o funcionamento da meia-entrada no país.

Consultas públicas são feitas para medir a opinião popular sobre determinado tema. O resultado delas não significa, necessariamente, que a opinião vencedora será implementada como política.

A meia-entrada no Brasil é fundamentada em três leis federais, que agem em conjunto com uma série de leis estaduais e municipais. O benefício não se limita aos cinemas, e também é usado em teatros, museus, shows e outras atividades e estabelecimentos culturais.

Nesta segunda-feira (3), o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma reportagem com informações de bastidores afirmando que o Ministério da Economia sinalizou que quer optar pelo fim total da política de meia-entrada.

A discussão deve passar também pela Secretaria Especial da Cultura, que administra as políticas culturais do país e que está vinculada ao Ministério do Turismo, comandado pelo ministro Marcelo Álvaro Antônio.

Não há uma previsão para que uma decisão – qualquer que seja – seja anunciada e passe a valer efetivamente.

O histórico da meia-entrada no Brasil

O benefício da meia-entrada no Brasil tem origens na virada da década de 1930 para a década de 1940, quando a UNE (União Nacional dos Estudantes) passou a confeccionar uma carteira de identificação estudantil. Como hoje, a apresentação do documento nas bilheterias dava direito a desconto de 50% em teatros, cinemas e outros tipos de espetáculos culturais. Aos poucos, outras entidades passaram também a emitir documentos do tipo.

Após o golpe que instituiu a ditadura militar (1964-1985), as entidades de representação estudantil foram fechadas. Durante esse período, as próprias escolas começaram a emitir carteiras de estudante, havendo descentralização da atividade. Esse momento também ficou marcado pelo aumento na falsificação de documentos, muito por conta da descentralização dos emissores.

Com o fim da ditadura militar e restauração das organizações estudantis, foram instituídas leis nos estados para regular os benefícios. Ao mesmo tempo, foi restituído o poder exclusivo de poucas entidades estudantis (como a UNE e a Ubes, entidade de estudantes do ensino médio) de emitir a carteirinha.

Em 2001, o poder de emissão foi novamente descentralizado por medida provisória da Presidência da República. As instituições responsáveis por imprimir e distribuir as carteiras de estudantes passaram a ser, de novo, as escolas e outras agremiações estudantis, como cursinhos. O texto dava o direito à meia-entrada apenas a estudantes e menores de 18 anos.

Dois anos depois, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o Estatuto do Idoso estendeu o direito à meia-entrada em eventos culturais a pessoas com mais de 60 anos. Em dezembro de 2013, sob o governo de Dilma Rousseff, foi sancionada uma lei que unificou a regulação da meia-entrada na esfera da União.

A lei restaurou o poder de emissão da carteira de estudante para as entidades de representação estudantil. Os beneficiários da meia-entrada, por essa lei, são nomeadamente estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes.

A lei de dezembro de 2013 também trouxe o limite de 40% dos ingressos disponíveis como meia-entrada. A obrigatoriedade de vender ingressos com metade do preço tornou-se parcial. Em 2015, o decreto que regulamenta a lei da meia-entrada foi publicado, sem especificar como seria feita a fiscalização da cota de 40% nas bilheterias.

Em setembro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro publicou uma medida provisória que criou a carteirinha de estudante digital. O documento seria emitido gratuitamente pelo governo federal, sem participação das entidades estudantis.

Em 2019, o Congresso iniciou discussões a respeito de mudanças na lei da meia-entrada estudantil. A primeira trata da inclusão de doadores de sangue como beneficiários do desconto. Para se enquadrar como doadora de sangue, a pessoa precisaria doar ao menos três vezes ao ano. O texto já foi aprovado pelo Senado e está na Câmara, sem previsão para votação.

Há também um projeto que propõe a extensão do benefício a professores da educação básica e profissional. Não há previsão para a votação do tema no Senado.

Os argumentos a favor da meia-entrada

Aqueles que são a favor da meia-entrada argumentam que ela é uma ferramenta importante de democratização do acesso à cultura, dado os preços de ingressos a cinemas, teatros e casas de shows.

Considerando o valor de uma entrada inteira nas salas de cinema, o Brasil tem o 13º maior preço médio de ingresso do mundo: US$ 6,2, ficando atrás de países como Portugal (US$ 6,3), EUA (US$ 9,2) e Japão (US$ 11,9). Os dados, de 2019, foram divulgados pela Ancine junto da atual consulta pública sobre o tema.

Se analisado proporcionalmente, o valor corresponde a 2,41% do salário mínimo, colocando o Brasil como o segundo país com o ingresso mais caro do mundo, perdendo apenas para a Rússia, onde o preço médio do ingresso corresponde a 2,46% do salário mínimo.

Já no caso da meia-entrada, o preço médio do ingresso é de US$ 3,5, o que corresponde a 1,36% do salário mínimo.

A ideia é de que a concessão de meia-entrada permite uma frequência maior de idas a estabelecimentos culturais.

Os argumentos contra a meia-entrada

Os argumentos contra a meia-entrada sustentam que o fato da política existir faz os preços dos ingressos subirem como um todo.

“Criamos um mecanismo de oferecer um subsídio cruzado aos estudantes, que é pago pelos não estudantes. Ou mesmo à terceira idade, que é pago pela não terceira idade. Estamos transferindo renda que pode ser de um trabalhador informal, com renda muito baixa e que não é estudante, para pessoas que são estudantes e que podem estudar em colégios muito ricos, e que, portanto, têm alta renda”, disse ao Nexo, em fevereiro de 2020, Paulo Furquim, professor de economia e coordenador do Centro de Regulação e Democracia do Insper.

Segundo Furquim, ao conceder meia-entrada para um grupo amplo e heterogêneo (caso dos estudantes, que podem vir de famílias de rendas diversas), cria-se um ciclo onde sempre vai haver justificativa para conceder o benefício a outro grupo, aumentando o custo da operação, que deve ser pago por alguém.

Para ele, conceder a meia-entrada a estudantes da rede pública já seria o suficiente para democratizar o acesso à cultura, diminuindo as distorções econômicas que seriam causadas pela ampla concessão do benefício.

A análise da Ancine sobre a meia-entrada

Junto da consulta pública sobre o tema, a Ancine divulgou uma análise do impacto da meia-entrada nos cinemas brasileiros.

De acordo com os dados, que vieram do SCB (Sistema de Controle de Bilheterias), 77,02% dos ingressos de cinema vendidos em 2019 foram meias-entradas – o percentual abraça tanto as meias-entradas que são concedidas pelas leis federais, estaduais e municipais, quanto aquelas que são feitas em caráter promocional pelas salas e redes de cinema.

Segundo a Ancine, somando-se todas as leis que existem sobre o tema, cerca de 96 milhões de brasileiros têm direito a algum tipo de meia-entrada. O montante equivale a 50,6% da população do país.

Para a agência, a política de meia-entrada seria mais efetiva para democratizar o acesso à cultura se fosse desenhada de maneira mais focalizada, com o benefício sendo dirigido a grupos mais específicos e homogêneos, e não a grupos amplos e heterogêneos, como diz o modelo atual.

Um exemplo, de caráter meramente ilustrativo: em vez de garantir a meia-entrada a todos os estudantes, de todos os níveis, uma mudança na política poderia estabelecer que apenas estudantes da rede pública e vindos de famílias de baixa renda poderiam ter o acesso ao benefício.

“No limite, se houvesse benefício de meia-entrada para todos, o impacto da política seria completamente neutralizado”, diz o texto. “A alta proporção observada de ingressos com benefício de meia-entrada gera um achatamento do desconto real, porque o efeito do desconto é diluído”.

As alternativas de meia-entrada propostas

A Ancine propõe três ações ao final da análise: manter a política de meia-entrada do jeito que é atualmente; acabar com o benefício por completo ou então redesenhar as políticas de acesso ao cinema.

O relatório afirma que manter a política do jeito que está tem como principal benefício evitar as burocracias decorrentes da tramitação do tema no Congresso. Porém, de acordo com a agência, o custo da manutenção no modelo atual é a diluição dos efeitos práticos da política.

Acabar com a política de meia-entrada por completo teria como efeito aumentar a liberdade de estratégia de negócios por parte das salas e redes de cinema, bem como, idealmente, reduzir o preço da entrada inteira e, sob determinadas condições, ter o efeito da democratização do acesso.

Porém, o relatório aponta que, optada pela extinção completa da meia-entrada, a população que precisa de políticas públicas de acesso à cultura ficaria desassistida. Extinguir a meia-entrada também teria uma implementação complexa, já que dependeria da alteração de leis federais, estaduais e municipais.

Por fim, o relatório sugere mudanças nas leis atuais, reduzindo o número de pessoas que teriam acesso ao benefício, tomando a renda como principal critério para se determinar quem poderia usufruir da meia-entrada – o documento, contudo, não cita quais mecanismos específicos poderiam ser utilizados para se fazer a seleção.

A análise também cita modelos internacionais como possíveis alternativas.

A Holanda é o primeiro país a ser citado. Lá, o governo criou um cartão para estudantes de 12 a 18 anos para o acesso a cinemas, teatros, museus e outros estabelecimentos culturais. A cada mês, os jovens recebem um crédito de 5 euros, com a possibilidade das escolas contribuírem com mais 10 euros.

No Brasil, uma iniciativa similar existe: o vale-cultura, no qual as empresas disponibilizam créditos de R$ 50 mensais. O programa, porém, é limitado a trabalhadores e não atinge estudantes do ensino básico.

A França também é mencionada como uma possível alternativa, citando os descontos de cerca de 20% que são oferecidos a estudantes, desde que apresentada a carteira estudantil do ano vigente. O benefício faz parte do Estatuto do Estudante do país.

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